EUNÁPOLIS - Jovem condenado a 20 anos teria sido preso por engano, acusa família.

11/12/2012 00:36

 

 

Foto: Arquivo/RADAR64
Família diz que Gabriel preso no lugar de irmão e pede revisão de sentença

 

Uma família de Eunápolis luta para que uma sentença seja revista pela Justiça. A família alega que um jovem condenado a 20 anos de prisão por assalto seguido de morte não cometeu o crime e foi confundido com oirmão, assassinado no dia 1° de junho no bairro Juca Rosa.

Quando o caso ocorreu, o filho mais velho do mecânico José Carlos tinha 19 anos e o mais novo 15, ambos muito parecidos fisicamente, segundo o pai dos jovens, que comprova com fotos. 

O comportamento, no entanto, era bem distinto, contou o mecânico. Segundo ele, o filho mais novo era usuário de drogas, tinha passagem na polícia por furto, porte ilegal de armas e associação ao tráfico de drogas. 

“[O mais novo] chegava lá em casa drogado, roubava, fazia muitas coisas erradas. O Gabriel [o mais velho] trabalhou comigo desde criança, um menino bom, sem problema nenhum, isso corta meu coração, falar sobre eles", disse emocionado José Carlos Silva, pai dos dois jovens.

Foto: Foto: Arquivo/RADAR64
Adiane não reagiu ao assalto, mesmo assim foi morta

Dias antes do assassinato do filho, o irmão mais velho foi preso por suspeita de termatado uma telefonista de 18 anos durante assalto na Avenida Paulino Mendes, centro da cidade. Ele foi julgado em setembro deste ano e condenado a 20 anos e 10 dias de prisão. 

O juiz disse que tomou a decisão baseado no depoimento das testemunhas. Três reconheceram o rapaz, o que contribuiu para a condenação dele como o autor dos tiros que mataram a telefonista. "Foram quatro vítimas de um roubo seguido de morte. Uma dessas vítimas foi a óbito e as três sobreviventes, com muita segurança, reconheceram o acusado que foi condenado", disse o juiz Otaviano Sobrinho.

A família do jovem preso acredita que ele foi confundido com o irmão mais novo, por causa da semelhança, e recorreu da decisão no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) com uma apelação. Três desembargadores poderão rever o caso.

O jovem preso chegou a escrever uma carta para o juiz que deu a sentença, dizendo que é inocente e que está pagando por um crime que não cometeu. Enquanto o caso não é revisto, a mulher dele cria a filha de um ano e quatro meses sem o apoio do pai. 

“Para mim, foi muito difícil e ainda está sendo. Eu sou a prova viva de que ele estava em casa. Somos evangélicos, não há necessidade de nós estarmos mentindo”, disse Talita Brito Silva, mulher do jovem preso.

 

Fonte: Radar64

Por Murilo Moura DRT/BA 4157


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